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Pesquisadores defendem método com duas detonações para desviar grandes objetos espaciais em rota de colisão com a Terra
Pesquisadores chineses propuseram uma nova estratégia para impedir que um grande asteroide atinja a Terra.
Segundo estudo publicado na revista científica Space: Science and Technology, a técnica pode ser mais eficaz contra objetos com mais de 100 metros de diâmetro, desde que haja tempo suficiente para agir.
A proposta busca oferecer uma alternativa para cenários de emergência, quando métodos tradicionais de defesa planetária podem não ser suficientes para desviar um asteroide em rota de colisão.
Detonação em duas etapas
A técnica apresentada pelos pesquisadores é chamada de “detonação prévia à escavação”.
Em vez de tentar apenas empurrar o asteroide para fora da rota ou destruí-lo completamente, a ideia consiste em realizar uma primeira explosão para abrir uma grande cratera na superfície do objeto.
Depois, uma segunda detonação aproveitaria essa cavidade para transmitir mais energia ao asteroide, aumentando a eficiência do desvio.
Limites dos métodos tradicionais
De acordo com os autores do estudo, estratégias já conhecidas, como o impacto de uma espaçonave contra o asteroide ou a deflexão gradual por força aplicada ao longo do tempo, podem ter limitações em situações com prazo curto para resposta.
“Os métodos tradicionais de impacto cinético ou de deflexão por força a longo prazo oferecem energia limitada e não conseguem realizar uma deflexão eficaz em curtos períodos de tempo”, afirmaram os autores do estudo.
A nova proposta, portanto, busca ampliar a capacidade de resposta em casos considerados mais críticos.
Por que a pesquisa importa
Milhões de asteroides circulam pelo Sistema Solar, mas apenas uma pequena parcela representa algum risco potencial para a Terra.
Agências espaciais, como a Nasa, monitoram constantemente esses objetos e, até o momento, não identificaram ameaça iminente de impacto.
Ainda assim, especialistas estudam formas de defesa planetária para reduzir riscos em caso de descoberta futura de um objeto perigoso.
Casos que chamaram atenção
Um dos casos mais conhecidos foi o do asteroide Apophis, que chegou a ser considerado uma possível ameaça durante uma aproximação prevista para 2068.
Novas observações, porém, descartaram o risco de impacto.
A Terra também já foi atingida por rochas espaciais no passado. Um dos episódios mais recentes ocorreu em 2013, quando um meteoro explodiu sobre a cidade de Chelyabinsk, na Rússia.
A onda de choque provocou danos materiais e deixou centenas de pessoas feridas por estilhaços de vidro.
Proposta ainda é teórica
Os pesquisadores destacam que a estratégia foi desenvolvida com base em simulações e análises teóricas.
O objetivo é apresentar uma alternativa para situações em que um grande asteroide seja identificado em rota de colisão com a Terra e haja pouco tempo disponível para desviá-lo.
O estudo também ressalta que ainda existem poucas pesquisas abrangentes sobre como lidar com ameaças desse tipo em cenários de emergência.
Missão DART abriu caminho
Em 2022, a Nasa realizou a missão DART, que conseguiu alterar a órbita de uma pequena lua de asteroide ao colidir deliberadamente uma espaçonave contra ela.
O novo trabalho chinês, no entanto, busca soluções voltadas para objetos maiores e em situações consideradas mais críticas.
A pesquisa reforça a importância de desenvolver diferentes estratégias de defesa planetária, combinando monitoramento, simulações e tecnologias capazes de proteger a Terra diante de riscos futuros.
fonte: portal terra da luz
