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Campanha Agosto Branco reforça a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, que segue entre as principais causas de morte por câncer no Brasil
A campanha Agosto Branco, dedicada à conscientização sobre o câncer de pulmão, chama atenção para a importância da prevenção, da interrupção do tabagismo e do diagnóstico precoce da doença. No Ceará, a estimativa é de 1.460 novos casos de neoplasias malignas da traqueia, dos brônquios e dos pulmões em 2026, de acordo com as Estimativas 2026 – Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão vinculado ao Ministério da Saúde.
Em todo o país, a previsão é de 35.380 novos casos anuais entre 2026 e 2028, reforçando a necessidade de ampliar as ações de conscientização e acesso ao diagnóstico.
Doença costuma evoluir de forma silenciosa
Segundo o cirurgião torácico Francisco Neto, do Hospital São Carlos, da Rede D’Or, um dos principais desafios no enfrentamento ao câncer de pulmão é que a doença frequentemente não apresenta sintomas em sua fase inicial.
“O câncer de pulmão frequentemente não apresenta sintomas no início. Quando surgem sinais como tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão ou escarro com sangue, muitas vezes a doença já está em estágio mais avançado. Por isso, a conscientização e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença”, afirma Francisco Neto.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Tosse persistente;
- Falta de ar;
- Dor no peito;
- Rouquidão;
- Escarro com sangue.
A recomendação é procurar avaliação médica sempre que esses sintomas persistirem por semanas ou não apresentarem melhora.
Tabagismo continua sendo o maior fator de risco
O tabagismo permanece como o principal fator associado ao desenvolvimento do câncer de pulmão. Dados do INCA apontam que cerca de 85% dos casos estão relacionados ao consumo de produtos derivados do tabaco ou à exposição passiva à fumaça do cigarro.
Além do cigarro, outros fatores também aumentam o risco da doença, como:
- Poluição atmosférica;
- Exposição ocupacional a agentes químicos;
- Histórico familiar;
- Doenças pulmonares crônicas.
O especialista destaca, porém, que pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver a doença.
“É importante que a população não associe a doença apenas ao tabagismo. Quem apresenta sintomas respiratórios persistentes deve procurar avaliação médica, especialmente quando eles permanecem por semanas ou não melhoram com o tratamento habitual”, ressalta Francisco Neto.
Rastreamento aumenta as chances de cura
Outro ponto enfatizado pelo cirurgião é a importância do rastreamento em pessoas com maior risco para desenvolver a doença.
A tomografia computadorizada de baixa dose é indicada para grupos específicos, como pessoas entre 50 e 80 anos, com histórico de 20 maços/ano de tabagismo e que tenham parado de fumar há menos de 15 anos.
Segundo o especialista, esse exame permite identificar tumores em estágios iniciais, quando as possibilidades de tratamento curativo são significativamente maiores.
“Quando o câncer é diagnosticado precocemente, muitas vezes é possível realizar um tratamento cirúrgico com intenção curativa, muitas vezes sem a necessidade de tratamentos adicionais como quimioterapia. Quanto mais cedo identificamos a doença, melhores são os resultados e as chances de cura”, conclui Francisco Neto.
fonte: portal terra da luz
