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Embarcação da Roma Antiga foi localizada nas águas da Sicília com centenas de ânforas e partes de âncoras
Os Carabinieri, unidade de proteção cultural da Itália, descobriram os destroços de um navio romano nas águas da Sicília.
Segundo comunicado divulgado neste sábado (8), a embarcação provavelmente é datada do século II ou I antes de Cristo.
O achado reforça a importância histórica da região, que teve papel estratégico no comércio do mundo antigo.
Navio foi encontrado no fundo do mar
O navio romano foi localizado a cerca de cinco quilômetros da costa de Mazara del Vallo, no oeste da Sicília.
Os destroços estavam a uma profundidade de aproximadamente 46 metros.
A descoberta foi possível graças a relatos de moradores locais, que ajudaram as autoridades italianas a identificar a área onde a embarcação estava submersa.
Ânforas e âncoras
Dentro da embarcação, os Carabinieri encontraram centenas de ânforas e partes de âncoras.
As ânforas eram recipientes muito usados na Antiguidade para transportar produtos como vinho, azeite, grãos e outros itens comercializados por via marítima.
O material encontrado poderá ajudar pesquisadores a compreender melhor as rotas, cargas e atividades comerciais que passavam pela Sicília no período romano.
Área será protegida
De acordo com o comunicado, o escritório de arqueologia marinha da Itália vai estudar o local da descoberta.
A área do fundo do mar onde o navio foi localizado também será colocada sob proteção.
A medida busca preservar os destroços e permitir análises arqueológicas mais detalhadas.
Sicília teve papel estratégico
A Sicília foi colonizada pelos antigos gregos por volta do século VIII a.C. e conquistada pelos romanos cerca de 240 a.C.
Por sua localização no Mediterrâneo, a ilha teve grande importância para o comércio, a navegação e as disputas políticas do mundo antigo.
A descoberta do navio reforça o valor arqueológico da região e pode contribuir para novas interpretações sobre a circulação de mercadorias durante a Roma Antiga.
Patrimônio subaquático
Achados como esse ajudam a revelar aspectos da vida econômica, social e marítima de civilizações antigas.
No caso da Sicília, o patrimônio subaquático é especialmente relevante por causa da intensa circulação de embarcações na região ao longo dos séculos.
A investigação dos destroços deve permitir que arqueólogos identifiquem detalhes sobre a origem da carga, o tipo de embarcação e o contexto histórico do naufrágio.
fonte: portal terra da luz
