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No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) lançou um especial de reportagens que discute o enfrentamento ao feminicídio no Estado e reforça a importância de ações integradas para combater a violência contra as mulheres.
O cenário é preocupante. Em 2025, o Ceará registrou 47 casos de feminicídio, o maior número desde o início da série histórica em 2018. Em média, uma mulher foi assassinada a cada oito dias, segundo dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp). O número representa um aumento de quase 15% em relação a 2024, quando foram registrados 41 casos.
Fortaleza, Sobral, Juazeiro do Norte e Maracanaú estão entre os municípios com maior incidência. O feminicídio é considerado a forma mais extrema da violência de gênero e, na maioria das vezes, acontece após um histórico de ameaças, agressões e controle dentro das relações.
Diante desse cenário, a Alece tem ampliado sua atuação por meio de leis, políticas públicas e fortalecimento da rede de proteção às mulheres. Entre as iniciativas estão programas de autonomia financeira, auxílio-aluguel para vítimas de violência, criação de bancos de currículos e medidas de prevenção e conscientização.
Além da produção legislativa, a Assembleia conta com a Procuradoria Especial da Mulher (PEM), que oferece acolhimento, orientação e encaminhamento para mulheres em situação de violência. Somente no último ano, o órgão realizou mais de mil atendimentos em todo o Ceará.
Especialistas alertam que o combate ao feminicídio vai além da punição dos agressores e exige mudança cultural, educação para igualdade de gênero e fortalecimento das redes de proteção.
📞 Em caso de violência contra a mulher:
• Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher
• 190 – Polícia Militar (em emergências)
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fonte: al.ce.gov.br
