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Primeira embarcação partirá de Barcelona em 31 de agosto com destino ao território palestino sob bloqueio de Israel
A Flotilha da Liberdade, também conhecida como Freedom Flotilla, inicia mais uma missão internacional para levar ajuda humanitária a Gaza, no Estado Palestino, com a participação de ativistas brasileiros. O território, que sofre com um bloqueio rigoroso imposto por Israel, enfrenta oficialmente fome, escassez de água e medicamentos, conforme aponta a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC), ligada à ONU.
Embarcações partirão da Espanha, Tunísia e outros portos do Mediterrâneo
A primeira embarcação da Flotilha da Liberdade sairá de Barcelona, em 31 de agosto, enquanto outras embarcações partirão no dia 4 de setembro de portos na Tunísia e em diferentes localidades do Mar Mediterrâneo. A previsão de chegada a Gaza é 13 de setembro.
Segundo a Freedom Flotilla Brasil e o Global Movement to Gaza Brasil, de 8 a 15 ativistas brasileiros estarão a bordo, entre mais de 40 nacionalidades que participam da missão.
Objetivo é romper bloqueio israelense e abrir corredor humanitário
O movimento destaca que a ação busca romper de forma não violenta o bloqueio ilegal imposto a Gaza, permitindo a entrada de alimentos, água e medicamentos para a população palestina.
“É necessária uma ação imediata para o fim do genocídio e para garantir o acesso da ajuda humanitária ao povo palestino”, afirmaram em nota.
A missão se apoia em medidas da Corte Internacional de Justiça, resoluções do Conselho de Segurança da ONU e em leis marítimas internacionais, que reconhecem o direito de acesso humanitário e proíbem a interceptação de embarcações em águas internacionais.
Israel já interceptou embarcação anterior em junho
Em junho, uma embarcação da Flotilha da Liberdade foi interceptada por Israel em águas internacionais. Entre os 12 tripulantes presos estava o ativista brasileiro Thiago Ávila.
Na ocasião, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) classificou a ação israelense como crime de guerra, pedindo ao governo brasileiro que suspendesse as relações diplomáticas e comerciais com Tel Aviv.
fonte: portalterradaluz.com.br
