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Grávida há sete meses, a enfermeira Débora Freitas, 29, está à espera do filho, Jaime. Mesmo apresentando uma gestação sem transtornos — na avaliação dela —, a profissional tem recebido cuidados especiais das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) de Acaraú, onde reside, por ter sido diagnosticada com diabetes gestacional. A condição é caracterizada pela intolerância à glicose que, geralmente, ocorre apenas durante a gravidez, mas que pode permanecer depois do parto, caso não tratada.
Freitas também é coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS) do município e acompanha 29 equipes da região. Não só como gestora, mas como paciente, ela sente na pele a importância de uma boa assistência a esse público.
“Todos os pacientes, especialmente as gestantes, das nossas unidades, diagnosticados com a doença, são acompanhados por endocrinologistas, além de outros especialistas. Eles recebem um aparelho que monitora os níveis de glicemia; as lancetas, que furam o dedo para a coleta da gota de sangue; e as fitas, que fazem a leitura das amostras no equipamento. Se, após a gravidez, a paciente permanecer diabética, ela continua com esse tratamento junto às nossas equipes”
Promover essa troca de experiências entre os líderes municipais da APS foi um dos objetivos do Seminário Estadual de Gestão do Cuidado à Pessoa que Vive com Diabetes, promovido pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). A iniciativa aconteceu nesta terça-feira (10) e contou com mais de 160 participantes.
A programação iniciou com a palestra magna “Panorama atual do diabetes mellitus no Brasil e no Ceará e as estratégias de organização das RAS”, ministrada pela coordenadora-geral de Prevenção às Condições Crônicas na APS do Ministério da Saúde (MS), Aline Lima Xavier. Além disso, houve mesas-redondas, debates interativos e exposições de casos que podem ser tomados como exemplos de sucesso.
Diversos representantes da Saúde Estadual compareceram, entre eles o secretário executivo de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional, Lauro Perdigão; a coordenadora de Atenção Especializada e Redes de Atenção à Saúde, Rianna Nobre; o superintendente da Região de Saúde de Fortaleza (SRFOR), Luciano Quental; o superintendente da ESP/CE, Luciano Pamplona; e da diretora de Educação Permanente e Profissional em Saúde da ESP/CE, Suzyane Barcelos.
De acordo com Barcelos, o encontro, além de gerar um debate entre coordenadores, superintendentes e diretores de saúde sobre o processo de cuidado ao paciente que vive com a doença, pretendeu alertar sobre a importância da prevenção da patologia no estado.
“Nós temos essas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, de forma muito ampliada na sociedade. Então, dentro dos territórios de saúde, precisamos ter esse cuidado específico. Por isso, nosso público são esses profissionais e gestores que atuam diretamente com o paciente”, explicou.
Atenção básica ampliada
No município de Graça, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, há aproximadamente 900 pacientes atendidos pelo SUS com diabetes, e alguns deles fazem uso de insulina. Segundo a coordenadora da APS da região, Daiane Costa, que também participou do evento, existe um movimento constante das equipes multiprofissionais da cidade para trazer mais qualidade de vida a essas pessoas e, na medida do possível, reduzir a necessidade do uso diário da medicação
fonte: governo do estado do Ceará
